Corro entre as ervas frescas dos campos, olho para o céu e faço desenhos com as nuvens, olho à volta à procura da minha felicidade, mas não a encontro.
Procuro com os olhos para ver se está alguém por perto, como não vejo ninguém dou um passo em frente; Mas o chão foge, o céu rasga e encontro-me sozinha num imenso espaço vazio onde só existe uma porta diante de mim. Tento abri-la mas esta fechada, tento encontrar uma saída mas só há espaço vazio à volta, sento-me no chão e conto o tempo pelos dedos, parece não ter fim.
Deito-me no chão frio e penso, a minha cabeça esta uma confusão, um turbilhão de emoções invade o meu corpo, não sei se é ódio, não sei se é raiva, talvez seja saudade, saudades de ver o céu, saudades tuas.
Ouço passos e vozes, levanto-me e tento encontrar alguém, percorro um longo caminho mas eis que sinto as mãos macias de alguém, não consigo ver quem é, a escuridão é muita.
Mas logo uma chama acende-se, volto a olhar e vejo o teu rosto, dizes que me amas e que não me vais deixar sozinha, eu acredito, sou pequenina e frágil, dava tudo para estar em casa.
Dás-me a mão e levas-me até à porta, colocas a mão no bolso e tiras de lá uma chaves, ai percebi. És a chave para a minha felicidade, sempre foste.
Do lado de lá está um mundo novo, ai encontro a felicidade que procurava desde o inicio.
O sol já vai longe, o tempo passou rápido, às vezes parece que faz corridas como se fosse um cavalo, não para; esta a anoitecer e começo a sentir frio, o céu começa a escurecer e fico com medo, medo que tudo volte, aquela solidão imensa, mas tu abraças-me, ai não tenho razões para temer o perigo da noite.
Adormecemos juntos, a olhar para o céu, numa noite de verão.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
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