Uma pétala de rosa poisou sobre a minha pele, um leve aroma a Primavera enche o quarto onde permaneço deitada, como uma leve pena que uma andorinha perdeu entre os seus voos agitados. Lá fora ouve-se a brisa suave deslizar entre as folhas das árvores, o tempo perde-se entre os trilhos dos montes, sente-se o cheiro dos pequenos Jasmins a desabrochar, vê-se ao longe o sol nascer, faz-se manhã. Manhã que trás com ela pequenos raios de sol que me vem acordar, levanto a cabeça da almofada e olho pela janela, lá fora o vento parece fazer corridas como se fossem cavalos. Um dos pequenos raios de sol entra no coração, como um toque de mãe. Talvez não seja possível comparar uma mãe a um raio de sol, pois a intensidade nunca seria a mesma, nunca teria o mesmo brilho e nunca teria o mesmo poder de felicidade em nós. Nada poderia substituir os carinhos e os afectos, as lágrimas e os sorrisos. Mãe é quem se entrega de alma e coração, quem nos ouve dizer as primeiras palavras e sentir isso como uma melodia, melodia que vai sendo completa de dai para dia, de ano para ano. É quem nos dá a mão e faz com que demos os primeiros passos sem termos receio de cair, o toque da sua pele é como pequenos pedaços de seda, o som da sua voz é canção de embalar.
Sento-me no peitoral da janela e fico a olha-las, o tempo passa e trás de volta a minha Mãe.
O dia passou a correr, volto para o meu quarto olho pela janela mas o sol não esta, a imensa escuridão levou-o para que os outros também possam sentir o amor de Mãe. Agora apenas existe uma pequena lua e uma imensidão de estrelas que brilham, ao olhar para elas lembro-me do sorriso da minha mãe.
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
mum
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